segunda-feira, 31 de dezembro de 2012
Itapuã em fogos
Tive uma transição de ano num dos lugares mais belo, pelo menos eu acho, de Salvador. Rompi ano no Farol de Itapuã. Confesso que estava muito agradável aquele lugar que, como não canso de ufana-lo, estava mais belo do que nunca. A beleza que emana daquilo, tem como oficio renovar a minha boa vontade com a vida. O contato com a natureza é onde eu sempre me acho. O farol de uma das três pontas da cidade fez questão de clarear meus pensamentos, onde fez brotar de dentro da minha alma essa preciosa questão do falar em sinais escritos.
Fiquei admirando a passagem do ano absorto, escutando o bramir do mar e admirando a lua de São Jorge em companhia das estrelas. Quando os fogos saltaram aos céus para anunciar a chegada de mais um ano, mergulhei loucamente no mar da minha alma e surgiu um pensamento que eu mesmo admirei depois. Achei interessante as pessoas festejando os fogos, achei muito interessante mesmo. Mas o que não entendo, é por que as pessoas não acendem o pavio de sua alma e se fazem explodir, lançando ao infinito um lume nunca visto antes? "Das estrelas se perguntarem se tantas são, cada estrela se espanta à própria explosão".
Então vamos, a partir desse ano, a partir de agora, buscar, de todos os modos e usando todos os meios lícitos ao nosso alcance, a realização do nosso ser. Podemos sempre abandonar questões aborrecedoras e sermos um ser humano melhor, pois estamos aqui pra isso, para sermos bom, uns ao outro.
quinta-feira, 27 de dezembro de 2012
O Amor
Sabe, acho a musica O Amor, de autoria de Caetano Veloso e cantada por Gal Costa, uma das musicas mais lindas que já ouvir na minha breve existência. Fico imaginando que tipo de sentimento habita o ser humano em determinado momento para que dele possa brotar algo tão sublime e belo. Nesse exato momento, enquanto jogo na tela essas palavras, escuto, maravilhado, tal canção. Sempre que a ouço me sinto melhor,me sinto mais pleno e humano. É como um banho de beleza que cai sobre mim.
Ah se eu pudesse mergulhar dentro dentro de uma canção e morar ali eternamente entre os acordes perfeitos. É tanta brutalidade e mesquinharia, que dá vontade, às vezes, de me parar e voltar àquele que me enviou. "Ela é tão bonita que na certa eles a ressuscitarão", embora o amor seja um substantivo abstrato masculino, aqui o poeta o coloca no feminino "Ela".
É tanta gente nas ruas necessitando de um carinho, uma morada digna, um abrigo. Não sei o que se passa na cabeça de algumas pessoas agraciada pelo poder do dinheiro. Hoje fiquei sabendo que com o premio da mega-sena da virada, o novo magnata, caso coloque a grana em conta poupança, terá mensalmente algo em torno de 900.000 mil reais. Meu Deus, se a sorte batesse em minha porta, seria no minimo dez pessoas fora das ruas, mensalmente, só com os juros. Eu daria a casa toda mobiliada.
Digo isso porque no ano passado, quando estava dando sopa com alguns parentes, vi uma senhora deitada ali na avenida sete de setembro, aqui em Salvador, ironicamente no circuito do carnaval, onde milhões são derramados, e fiquei pensando, naquele momento, o que ela faz todos os dias com aquelas crianças. E nos dias de chuva? Será que o rico quando passa não se compadece por aquelas pessoas que estão ali, expostas? Se cada ricaço tirasse uma pessoa por mês, das ruas, seria algo tão esplendoroso, uma atitude tão nobre com tão pouco. Isso mesmo, com 50.000 daria para tirar uma família das ruas, dando dignidade. E acredito que de fato tal atitude nobre renderia algum ponto nos céus.
(Sobre um poema de Vladimir Maiakovski)
Talvez quem sabe um dia Por uma alameda do zoológico
Ela também chegará Ela que também amava os animais
Entrará sorridente assim como está Na foto sobre a mesa
Ela é tão bonita Ela é tão bonita que na certa eles a ressuscitarão
O século trinta vencerá O coração destroçado já
Pelas mesquinharias
Agora vamos alcançar
Tudo o que não podemos amar na vida
Com o estelar das noites inumeráveis
Ressuscita-me ainda que mais não seja
Porque sou poeta E ansiava o futuro
Ressuscita-me Lutando contra as misérias do cotidiano
Ressuscita-me por isso
Ressuscita-me Quero acabar de viver o que me cabe
Minha vida para que não mais existam amores servis
Ressuscita-me para que ninguém mais tenha de sacrificar-se
por uma casa, um buraco
Ressuscita-me Para que a partir de hoje
A partir de hoje
A família se transforme
E o pai
Seja pelo menos o Universo
E a mãe
Seja no mínimo a Terra
A Terra
A Terra
Ah se eu pudesse mergulhar dentro dentro de uma canção e morar ali eternamente entre os acordes perfeitos. É tanta brutalidade e mesquinharia, que dá vontade, às vezes, de me parar e voltar àquele que me enviou. "Ela é tão bonita que na certa eles a ressuscitarão", embora o amor seja um substantivo abstrato masculino, aqui o poeta o coloca no feminino "Ela".
É tanta gente nas ruas necessitando de um carinho, uma morada digna, um abrigo. Não sei o que se passa na cabeça de algumas pessoas agraciada pelo poder do dinheiro. Hoje fiquei sabendo que com o premio da mega-sena da virada, o novo magnata, caso coloque a grana em conta poupança, terá mensalmente algo em torno de 900.000 mil reais. Meu Deus, se a sorte batesse em minha porta, seria no minimo dez pessoas fora das ruas, mensalmente, só com os juros. Eu daria a casa toda mobiliada.
Digo isso porque no ano passado, quando estava dando sopa com alguns parentes, vi uma senhora deitada ali na avenida sete de setembro, aqui em Salvador, ironicamente no circuito do carnaval, onde milhões são derramados, e fiquei pensando, naquele momento, o que ela faz todos os dias com aquelas crianças. E nos dias de chuva? Será que o rico quando passa não se compadece por aquelas pessoas que estão ali, expostas? Se cada ricaço tirasse uma pessoa por mês, das ruas, seria algo tão esplendoroso, uma atitude tão nobre com tão pouco. Isso mesmo, com 50.000 daria para tirar uma família das ruas, dando dignidade. E acredito que de fato tal atitude nobre renderia algum ponto nos céus.
(Sobre um poema de Vladimir Maiakovski)
Talvez quem sabe um dia Por uma alameda do zoológico
Ela também chegará Ela que também amava os animais
Entrará sorridente assim como está Na foto sobre a mesa
Ela é tão bonita Ela é tão bonita que na certa eles a ressuscitarão
O século trinta vencerá O coração destroçado já
Pelas mesquinharias
Agora vamos alcançar
Tudo o que não podemos amar na vida
Com o estelar das noites inumeráveis
Ressuscita-me ainda que mais não seja
Porque sou poeta E ansiava o futuro
Ressuscita-me Lutando contra as misérias do cotidiano
Ressuscita-me por isso
Ressuscita-me Quero acabar de viver o que me cabe
Minha vida para que não mais existam amores servis
Ressuscita-me para que ninguém mais tenha de sacrificar-se
por uma casa, um buraco
Ressuscita-me Para que a partir de hoje
A partir de hoje
A família se transforme
E o pai
Seja pelo menos o Universo
E a mãe
Seja no mínimo a Terra
A Terra
A Terra
quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
Sem assunto
Ando meio sem assunto para preencher esse blog, mas prometo me transbordar de ideais e poder registrar, nesse diário virtual, minhas necessidades literárias e visão de mundo. Acho que farei daqui uma especie de bomba de escape, onde escoará tudo e tudo que me for necessário.
Em primeira mão, quero externar que tenho me interessado com a corrente do existencialismo, dentro da filosofia. Quem me deixou em estado de cupim para corroer toda celulose nas paginas tecidas por Sartre, considerado o pai do existencialismo, foi a revista Filosofia, da Ciência & Vida. Ao ler a edição de novembro, fiquei admirado com a retorica sartriana de que a existência precede a essência. E de que o ser humano, entre todos os entes, é o único que pode está sempre mudando o seu estado de ser, ou seja, a sua essência é totalmente e maleavelmente mutável.
Aqui também pretendo registrar todas as minhas vontades. Aqui não a minima se irão ler ou não. O que importa é que eu mesmo posso ler a minha obra. Será adicionado, ao londo da produção, fotografias, videos, rascunhos, conversação capitadas nas ruas, situação de panico vista por mim e tudo mais que eu achar necessário que venha parar aqui este recinto virtual.
Som Mar
Em primeira mão, quero externar que tenho me interessado com a corrente do existencialismo, dentro da filosofia. Quem me deixou em estado de cupim para corroer toda celulose nas paginas tecidas por Sartre, considerado o pai do existencialismo, foi a revista Filosofia, da Ciência & Vida. Ao ler a edição de novembro, fiquei admirado com a retorica sartriana de que a existência precede a essência. E de que o ser humano, entre todos os entes, é o único que pode está sempre mudando o seu estado de ser, ou seja, a sua essência é totalmente e maleavelmente mutável.
Aqui também pretendo registrar todas as minhas vontades. Aqui não a minima se irão ler ou não. O que importa é que eu mesmo posso ler a minha obra. Será adicionado, ao londo da produção, fotografias, videos, rascunhos, conversação capitadas nas ruas, situação de panico vista por mim e tudo mais que eu achar necessário que venha parar aqui este recinto virtual.
Som Mar
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