segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

Itapuã em fogos



   Tive uma transição de ano num dos lugares mais belo, pelo menos eu acho, de Salvador. Rompi ano no Farol de Itapuã. Confesso que estava muito agradável aquele lugar que, como não canso de ufana-lo, estava mais belo do que nunca. A beleza que emana daquilo, tem como oficio renovar a minha boa vontade com a vida. O contato com a natureza é onde eu sempre me acho. O farol de uma das três pontas da cidade fez questão de clarear meus pensamentos, onde fez brotar de dentro da minha alma essa preciosa questão do falar em sinais escritos.
   Fiquei admirando a passagem do ano absorto, escutando o bramir do mar e admirando a lua de São Jorge em companhia das estrelas. Quando os fogos saltaram aos céus para anunciar a chegada de mais um ano, mergulhei loucamente no mar da minha alma e surgiu um pensamento que eu mesmo admirei depois. Achei interessante as pessoas festejando os fogos, achei muito interessante mesmo. Mas o que não entendo, é por que as pessoas não acendem o pavio de sua alma e se fazem explodir, lançando ao infinito um  lume nunca visto antes? "Das estrelas se perguntarem se tantas são, cada estrela se espanta à própria explosão".
   Então vamos, a partir desse ano, a partir de agora, buscar, de todos os modos e usando todos os meios lícitos ao nosso alcance, a realização do nosso ser. Podemos sempre abandonar questões aborrecedoras e sermos um ser humano melhor, pois estamos aqui pra isso, para sermos bom, uns ao outro.

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